Projeto Reciclar


Tema: Poluição Ambiental, Materiais Poluentes
Seriação: 3º ano do Ensino Fundamental.
Duração: seis meses.
Disciplinas: Ciências, Português e Matemática e Artes
Professores: Ednéia Fagundes Lima
                    Ernesto Backes Junior



Justificativa: foram observados que os alunos do 3º ano da Escola Céu Estrelado, não tem hábitos de separar os lixos, e destinar a locais apropriados, identificamos que o Bairro e cortado por um rio poluído, e algumas crianças tomam banho nesse rio. Conversando com os alunos vimos à necessidade de intervir nessa realidade, pois o meio ambiente contribui para o nosso bem estar e saúde, as crianças apresentaram varias idéias e um grande entusiasmo e por em pratica nosso projeto.



Objetivo geral:

* Conscientizar os alunos da importância da conservação do meio ambiente e da reciclagem.



Objetivos específicos:

* Reconhecer alguns materiais que são lançados no ambiente e que podem causar poluição do ar, da água e do solo.
* Desenvolver a consciência crítica quanto à preservação ambiental
* Conscientizar sobre o conhecimento da coleta seletiva do lixo e reconhecer sua importância.


Etapas: primeira semana será passado um vídeo. Segunda semana roda de conversa. Terceira semana trabalhos com matérias reciclados. Quarta semana pesquisa n laboratório de informática.
No segundo mês; será feito na primeira semana visitas e observações do rio. segunda terceira e quarta semana arrecadação de tambores.
Terceiro mês: preparação dos tambores.
Quarto mês: primeira e segunda semana elaboração do questionário e dos panfletos. Terceira e quarta semana pesquisa de campo com distribuição dos panfletos.
Quinto mês: confecção de cartazes e faixas.
Sexto mês: palestras, entrega dos tambores e cartazes.

Desenvolvimento: no primeiro mês, passarei um vídeo com imagens de um rio poluído, em seguida as crianças questionarão sobre as conseqüências da poluição no meio ambiente, nesse momento será observado se os alunos e familiares tem costume de separar o lixo, os alunos ficam responsáveis de trazer de suas casas alguns tipo de material reciclável com isso vamos ao laboratório de informática fazer uma pesquisa sobre o tempo de decomposição desses materiais. O segundo mês, os alunos serão levados para um passeio ao redor do riacho que corta o Bairro, sempre mostrando os danos causados pela população, também faremos visitas a algumas lojas de utilidades para pedir que façam doações de latões que serão usados para coleta de materiais recicláveis, no terceiro mês vamos pintar os latões na cores vermelho (plásticos) azul, (papéis) amarelo (metais) e verde para (vidros) no quarto mês faremos uma visita pelo Bairro onde os alunos farão perguntas elaboradas pelos mesmos, à população para saber se eles têm consciência da importância da reciclagem do lixo, e serão distribuídos panfletos com informações sobre a os cuidados com o meio ambiente, no quinto mês serão confeccionados cartazes, que serão expostos na escola, no sexto mês será organizado uma palestra para pais e alunos, serão expostos os cartazes confeccionados e a entrega dos tambores para coleta seletiva do lixo.

Avaliação: os alunos serão avaliados durante todo o trajeto do projeto, no final do semestre eles farão uma prova aplicada sobre o tema e como complemento faremos uma roda de conversa para saber se todos estão conscientes da importância de destinar os lixos a locais apropriados e sobre a saúde em geral.

Produto final: confecção de murais com fotos realizadas durante o projeto e cartazes com frases de conscientização sobre a preservação do meio ambiente. Distribuição dos tambores de coleta seletiva na escola e no bairro.


Referência

A escola é nossa: ciências, 3º ano/Karina Alessandra Pessôa, Leonel Delvai Favelli. - São Paulo: Scipione, 2011. – (Coleção a escola é nossa)

Jornal Educação



 Esta no ar o jornal educação

*Paula: bom dia

**Ernesto: bom dia

*Paula: O ensino da língua Portuguesa tem sido marcado por uma sequênciação de conteúdos que se poderia chamar de aditiva: ensina-se a juntar silabas (ou letras) para formar palavras, a juntar palavras para formar frases e a juntar frases para formar textos.

**Ernesto: Essa abordagem aditiva levou a escola a trabalhar com “textos” que só servem para ensinar a ler.  “Textos” que não existem fora da escola e, como escritos das cartilhas, em geral nem sequer pode ser considerados textos, pois não passam de simples agregados de frases.

*Paula: Se o objetivo é que o aluno aprenda a produzir e a interpretar textos, não é possível tomar como unidade básica de ensino nem a letra, nem a silaba descontextualizadas.

**Ernesto: Para demonstrar um pouco desta realidade. Passaremos agora com a reporte Daniele.

***Daniele: bom dia Ernesto, bom dia Paula. Estou aqui na escola jardim da inocência com a aluna Betina que tem dificuldades tanto na escrita quanto na oralidade.

****Natalia: Olha também assim; não pode deixar águas parar né ,assim, pneus, assim, igual eles fazem assim, essas coisas né...
Então eu também é igual. É igual, então não tem o que falar, vou falar igual elas, assim não tem o que falar assim, e eu também achei ele engraçado né, porque assim, ééém, vixi nossa to nervosa! E daí é igual, é igual, assim, não pode deixar águas parada assim, tem que ir na farmácia alguma coisa, só isso então.

***Daniele: voltaremos agora com o Ernesto.

**Ernesto: A reporte Daniele nos mostrou uma realidade, agora ela entrevistara a diretora da escola jardim da inocência e a psicóloga Isabela que busca melhorias para este problema. Daniele

***Daniele: Estamos aqui com a diretora da escola. Bom dia Adriana.

*****Adriana: bom dia Daniele.

***Daniele: Quais são os meios usados para o aluno produzir e a interpretar textos? Qual o objetivo em trabalhar desta forma?

*****Adriana:


***Daniele: agora falaremos com a psicóloga Isabela. O que seria necessário fazer para que o processo de ensino aprendizagem aconteça?

******Isabela: É necessário propor situações de aprendizagem em que se trabalhem as funções, tramas e caracterizações lingüísticas dos textos.
É no processo de leitura, interpretação, discussão e produção de textos que a linguagem, usada em situações e com funções diferenciadas, propiciará o desenvolvimento lingüístico e comunicativo.
Os textos devem ter sentido para os alunos e possibilitar a compreensão e reflexão critica sobre a sociedade.

***Daniele: agradecemos a diretora Adriana e a psicóloga Isabela pela sua participação e voltamos com Ernesto.

**Ernesto: obrigado pela participação. Vimos na edição de hoje que a educação precisa de professores dedicados e inovadores que procurem novos métodos para realmente ensinar os alunos. O jornal educação fica por aqui!!! 

Educação no Trânsito


Identificações Gerais

Escola: Escola Municipal Branca de Neve.
Professores: Ernesto B J

Turma: 3º Ano
Época: 1º Bimestre
Números de alunos envolvidos: 20 alunos
Unidade de ensino: Uso comum do espaço
Título do projeto: Educação no Trânsito


Dados sobre o projeto

Objetivos:

Gerais: Conscientizar os alunos sobre o trânsito.

Específicos:
·                    Compreender o significado das cores do semáforo.
·                    Diferenciar mensagens indicadas em parte das placas de sinalização.
·                    Respeitar a faixa de pedestre.
·                    Estimular o uso do sinto de segurança.

Metodologia

·       1º momento usaremos placas de sinalização de diferentes tipos, explicando para os alunos o significado de cada uma delas.
·           2º momento desenharemos no chão faixas representando as vias de pedestre, mostrando como podem atravessar a rua com segurança.
·                    Na sequência organizaremos um passeio para mostrar na prática o que acontece na realidade do trânsito.
·                    E por ultimo conversaremos com os alunos a importância do uso do cinto de segurança.

Avaliação:

Os alunos serão avaliados por meio de atividades relacionadas ao trânsito, que serão aplicadas em sala de aula e no ambiente externo.

Recursos Necessários:

·                    Algumas placas de sinalização
·                    Giz para lousa
·                    Veículo para locomoção dos alunos
·                    Cartazes
·                     Figuras

Tempo de duração: Dois meses

Contribuições esperadas:

Espera-se com a efetivação desse projeto que os alunos se tornem cidadãos conscientes em relação às normas de transito.

* obs.: será necessário a disponibilização de uma estagiária, devido ao numero de alunos, sendo alguns indisciplinados. 
DISCIPLINA: TEORIAS DO CONHECIMENTO PEDAGÓGICO I
 AVALIAÇÃO PARCIAL DO 1º BIMESTRE
 Acadêmico (a): Ernesto B J Período: 1º Turma: Única Data: 17/03/2011

 “PEDAGOGIA E PEDAGOGOS, PRA QUÊ”?
 Referência Bibliográfica Libâneo, José Carlos. Pedagogia e pedagogos para que? São Paulo 2007 Editora: Cortez 9ª edição

 Resumo
 Os significados da educação, Modalidades de pratica educativa e a organização do sistema educacional vem propor significados para a educação e aborda algumas modalidades como: educação informal, não formal e, formal, explicando cada uma de acordo com sua pratica. Vem também diferenciar educadores de educação cujo principal objetivo é proporcionar para o aluno um entendimento amplo dos significados e extensões do termo educação, mostrando que não tem como delimitar o campo de abrangência da educação, pois, ela possui muitas faces e tem de fato a função adaptadora. As dimensões da educação correspondem à função da atividade humana considerando prioridade no processo de formação. Os setores dos serviços tratam de distinguir setores, instancias em vista da estruturação e organização das esferas que constitui os serviços educacionais já que o sistema educativo não pode desvincular-se do sistema econômico, produtivo, cultural, etc. A pedagogia tem como objetivo de estudo a educação com a pratica de investigar os fatores reais e concretos que concorrem para a formação humana.

 Comentários com citações

 O autor vem trazer aos alunos a origem da pedagogia e sua ligação com a educação diferenciando cada uma de acordo com suas metodologias de trabalho e servindo de auxilio para os alunos que iniciam se no estudo da educação servindo assim como um alicerce para um bom desempenho Segundo Libâneo Essa tarefa pertence à pedagogia, na condição de ciência da e para educação, ela sintetiza as contribuições das demais ciências da educação, dando unidade à multiplicidade dos enfoques analíticos do fenômeno educativo. A pedagogia investiga os fatores reais e concretos que concorrem para a formação humana [...]

 Ideação

 * Contribuir para o entendimento mais amplo dos significados e extensões do termo educação.
* Mostrar cada forma de organização social como resultados das ações humanas.
 * Compreender o conjunto dos processos formativos que ocorre no meio social.
Max Weber

 O presente trabalho propõe verificar a capacidade que teria o materialismo histórico social, especialmente sobre as relações entre infra-estrutura e a superestrutura. Procurou compreender como as idéias, tanto quanto os fatores de ordem material, cobravam força na explicação sociológica. A sociologia é, para Weber, a ciência que pretende entender, interpretando-a, a ação social, para, dessa maneira, explica-la casualmente em seu desenvolvimento e efeitos. O conceito de ação social é, portanto, um dos mais importantes da sociologia de Weber. Ele o define como uma conduta humana (ato, omissão, permissão) dotada de um significado subjetivo dado por quem o executa, o qual orienta seu próprio comportamento, tendo em vista a ação. A explicação sociológica busca compreender o sentido, o desenvolvimento e os efeitos da conduta de um ou mais indivíduos referida a do outro, ou seja, seu caráter social. A ação de um indivíduo ou de um grupo será racional com relações a fins se, para atingir um objetivo previamente definido. A conduta será racional em relação a valores quando o agente orientar-se por fins últimos, agindo de acordo com ou a serviço de suas próprias convicções, levando em conta somente sua fidelidade. A ação afetiva distingue-se da racional orientada por valores, pelo fato de que, nesta, o sujeito elabora conscientemente os pontos de direção últimos das atividades e-se orienta segundo estes de maneira conseqüente, portanto age racionalmente. É necessário distinguir uma ação propriamente social de dois modos de conduta simplesmente reativos, sem caráter social e cujo sentido não se conecta ás ações do outro: a ação homogênea; a ação proveniente de uma imitação ou praticada sob a influencia da ou condicionada pela massa. Uma conduta plural reciprocamente orientada dotada de conteúdos significativos, que descansam na probabilidade de que se agirá socialmente de certo modo, constitui o que Weber denomina relação social. Uma relação social pode ser também efêmera ou durável, isto é, ter ou não continuidade, ser ou não persistente e mesmo mudar radicalmente de sentido durante o seu curso, passando, de solidário a hostil. A concepção de sociedade construída por Weber implica numa separação de esferas, como, a economia, a religião, a política, a jurídica, a social, a cultural. Pessoas que têm a mesma posição econômica, no que se refere à propriedade ou não de bens ou de habilitações, encontram-se numa determinada situações de classe. No caso das classes, é possível se dar uma ação homogênea ou de massa, a qual pode ou não vir a se transformar numa ação comunitária, isto é, aquela inspirada pelos sentimentos. As classes se organizam segundo as relações de produção e aquisição de bens, os estamentos, segundo principio de seu consumo de bens nas diversas formas especificas de sua maneira de viver. A dominação baseia-se numa probabilidade de obediência a certo mandato, representa-se em dois tipos opostos: a que se dá por meio de uma constelação de interesses; a que ocorre mediante a autoridade. São três os tipos de dominação legitima: a legal, a tradicional e a carismática. Deve-se ressaltar seu papel estruturante na sociologia weberiana, pois todas as esferas de ação social são influenciadas pela dominação. Também na esfera religiosa determinada agente procuram impor o seu domínio, podendo operar mudanças decisivas no âmbito da religião e também em outras áreas da vida coletiva. Procurou encontrar uma relação entre uma ética religiosa que se baseava numa atividade incessante no mundo e as condições para o estabelecimento das do capitalismo. O trabalho torna-se um valor em si mesmo, o operário ou o capitalista passam a viver em função de suas atividade ou negocio e só assim têm a sensação irracional da tarefa cumprida. Para estarem seguros quanto á sua salvação, ricos e pobres deveriam trabalhar sem descanso. Trabalhar o dia todo em favor do que lhe foi destinado pela vontade de Deus e glorificá-lo por meio de suas atividades produtivas. A racionalidade, a unilateralidade e o caráter utópico. Nesse sentido, o tipo de ideal só existe como utopia e não é, nem pretende ser, um reflexo ou uma repetição da realidade, muito menos um modelo do que deveria ser o real, que nunca corresponde exatamente ao que se vê no conceito típico-ideal, mas pode ser explicado por ele em seus traços essenciais. Os julgamentos de valor, que nascem de necessidades e considerações praticas, o saber empírico, que nunca deve propor-se a estabelecer normas, ideais e receitas para a práxis. Um dos meios através do qual essa tendência á racionalização se atualiza nas sociedades ocidentais é a burocracia. Weber acreditava que a racionalização acentuar-se-ia nas sociedades onde a propriedade dos meios de produção fosse coletivizada. E os indivíduos tenderiam, igualmente, a se tornar mais racionais em suas ações. Limita cada vez mais o alcance das escolhas efetivas abertas aos homens, vão se tornando cada vez mais medíocres. Weber chama de o desencantamento do mundo, a humanidade partiu de um mundo habitado pelo sagrado e chegou a um mundo racionalizado, material manipulado pela técnica e pela ciência. A possibilidade de entender a estrutura social como conjunto de múltiplas lógicas oferece ricas perspectivas de analise para a sociedade cada vez mais complexa. A ênfase no conceito de dominação como parte integrante das relações sociais era qualquer esfera é outro instrumento preciso para entender a natureza dessas relações.

 Referência: QUINTANEIRO, Tânia. Max Weber In: Um Toque de Clássicos. Belo Horizonte; Ed. UFMG, 2000. p.105-157

 Resumo feito por Ernesto Backes acadêmico de pedagogia.

Carta de Dom Erwin Kräutler - Bispo do Xingu

 Carta de Dom Erwin Kräutler - Bispo do Xingu

14/5/2012 
 
O POVO “À JUSANTE” DE BELO MONTE

       Há doze dias vivo a bordo do barco “Teresinha”. Estou visitando as comunidades do interior de Porto de Moz. Não há telefone e muito menos existe acesso à Internet. Faz um bem enorme ficar de vez em quando sem essas comodidades. Tem-se a impressão de estar em outro planeta. Mas as pessoas queridas que encontro ao longo da viagem e que há décadas conheço e amo são a prova de que continuo no mesmo planeta Terra e na “minha terra” que é o Xingu. A primeira vez que singrei as águas dos rios, furos e lagos de Porto de Moz foi em janeiro de 1968. Lembro os antepassados do povo que agora me abraça. Revejo em muitos rostos os traços de seus avós. Antigamente as famílias vieram a remo. Hoje um motor “rabeta” diminui mais o tempo da viagem. Mesmo assim têm que enfrentar, às vezes por horas, um sol escaldante ou chuvas torrenciais.
        O encontro com o bispo segue sempre o mesmo esquema. Começa com abraços, cantos, poesias, salva de palmas. Um ambiente festivo e descontraído, sem formalidades, etiquetas e protocolos. Sinto-me em casa. “Vós todos sois irmãos” (Mt 23,8). Também o bispo é irmão! É nestas ocasiões que mais me realizo como pastor, no meio dessa gente que amo e que - eu sei disso - também me ama. Todo mundo se conhece. Essa é uma das mais belas características das Comunidades Eclesiais de Base. Não há estranhos.
       Faço questão de primeiro ouvir o povo, escutar a sua história, ser informado a respeito de suas esperanças e angústias, avanços e derrotas. São coisas alegres, estórias pitorescas, “causos” que partilham comigo, mas também assuntos tristes, experiências dolorosas. Sempre me admiro que esse povo, apesar de viver uma vida dura e penosa, nunca perdeu a alegria. Sabe sorrir! Aliás, que sorriso límpido, espontâneo, cativante! Nada postiço, só para agradar o bispo.
       Falam do salão comunitário que conseguiram construir, da capela que pintaram, das reuniões semanais, do culto dominical e da novena que não deixaram de celebrar. Revelam também problemas familiares. Alguém denuncia a invasão de geleiras para roubar o peixe, até na época da piracema. “Vem com malhadeiras de malha tão fina que nem alma passa”. Outro relata com orgulho experiências que fazem com as Reservas Extrativistas comunitárias, mas reclama do IBAMA que cai em cima deles por causa de uma tartaruga que pegam, enquanto faz vistas grossas diante das geleiras, do escandaloso roubo de madeira, de desmatamentos e outras agressões ao meio-ambiente, como por exemplo Belo Monte. “Aí dá até todas as licenças para acabar com o nosso Xingu”.
       Passo, em seguida, do papel de ouvinte para entrevistado. Jovens e adultos me bombardeiam com perguntas de todo tipo. Assuntos internos da comunidade, do setor, da paróquia, mas também da “conjuntura” econômica e política. Em todas as comunidades, a pergunta principal é sobre Belo Monte. Querem saber detalhes, já que o bispo vem de Altamira, do centro do monstruoso projeto.
       “Bispo, será que ainda tem jeito de impedir essa desgraça? Ouvimos falar que estão tocando Belo Monte a todo vapor. Dizem que o governo já gastou muito dinheiro e assim certamente não dá mais para parar a obra. Que o Sr. acha?”

O que realmente devo responder a esse povo? Decido “abrir o verbo”, sem meias-palavras:

       “Verdade é que um rolo compressor está passando por cima de todos nós. A promessa que Lula pessoalmente me deu no dia 22 de julho de 2009, segurando-me no braço e afirmando “Não vou empurrar este projeto goela abaixo de quem quer que seja” foi pura mentira. Falou assim para “acalmar” o bispo e livrar-se deste incômodo religioso que recebeu em audiência. O governo empurra sim Belo Monte goela abaixo! E Altamira virou um caos em todos os sentidos. Nada do prometido saneamento básico, uma das condicionantes do IBAMA para dar licença para iniciar a obra! Não tem leito nos hospitais, não há vaga nas escolas, homicídios na ordem do dia, prostituição a céu aberto no centro da cidade. Os aluguéis de uma casa simples pularam de 300 para 2.000 Reais. Os preços de alimentos triplicaram. O transito é uma calamidade. Acidentes a toda hora”.
       “O que mais vou dizer a vocês? Fui várias vezes “ver” o canteiro de obras, quer dizer, queria ver, porque não me deixaram entrar, mas vi de longe os estragos já irrecuperáveis. Rezei missa com as comunidades ameaçadas de despejo. Os grandes fazendeiros receberam indenizações, mas o coitado do pequeno produtor e agricultor não sabe o que vai ser dele e de sua família. Arrasaram com uma vila inteira: Santo Antônio. O pessoal da Norte Energia é para lá de arrogante. Se o colono não desocupa o seu sitio, a Justiça dá ordem de despejo e manda a polícia em cima do pobre, pois a Norte Energia considera toda a região propriedade sua e os moradores, que lá vivem desde os tempos do bisavô, invasores.”

“E para onde vai toda essa gente?”

       “Pois também eu quero saber. Prometem solução, mas nunca dizem que tipo de solução, onde, quando, de que jeito.”

“E o povo de Altamira?”

       “Muita gente está com o coração despedaçado. Até comerciantes e empresários que antes colaram em seus carros adesivos “Queremos Belo Monte” andam hoje cabisbaixos. Quem pode contra a fúria da “Norte Energia”? Aliás “Norte Energia” é o próprio Governo, antes Lula, agora Dilma. Nunca houve diálogo com o povo daqui, nem com índios, nem com ribeirinhos, nem com o povo da cidade. O governo traiu o povo que o elegeu e ri-se de quem defende os índios, os ribeirinhos, os pobres atingidos pela barragem. Fala de preço a ser pago pelo progresso. Só que esse preço sacrifica o nosso povo e não as famílias de políticos em Brasília. Um terço de Altamira vai para o fundo e o resto vai ficar à margem de um lago podre, criador de carapanã e causador de dengue e malária”.

“E os índios? É verdade que estão a favor da barragem?”

       “Não digo que estão a favor da barragem, estão a favor dos presentes que recebem. Muitos deles que antes viviam abandonados pelo governo e entregues à própria sorte, hoje têm todas as contas pagas no comércio, recebem cestas básicas e combustível e outros benefícios. O governo que negou aos índios se manifestarem em oitivas previstas em lei, agora se esmera em entupi-los de dinheiro para fechar-lhes a boca. Antigamente enganou-se os índios com espelhos e bugigangas, hoje milhões de reais são injetados nas aldeias para paralisar a luta indígena e cooptar as lideranças. O preço é muito alto. Não se mata mais índio a ferro e fogo. O dinheiro farto é a punhalada traiçoeira no coração das culturas indígenas e de sua organização comunitária. E o governo afirma em alto e bom som que nenhuma aldeia será alagada. Aldeia não será alagada, sim! O que a Norte Energia faz, é cortar a água aos índios e ribeirinhos da Grande Volta do Xingu. E o povo da Volta Grande vive e sobrevive da pesca. E tem mais. O que vai acontecer com uma aldeia a poucos quilômetros do canteiro de obras onde trabalham milhares de homens? É muito triste! Dá dó!”
       “E nós? Como é que nós vamos ficar, nós que moramos abaixo da futura barragem? Ou, como essa gente de Brasília fala, 'à jusante'?”
“Bem, vocês sabem o que acontece se fazem uma tapagem no igarapé. Acima da tapagem, o que acontece?”

       “O igarapé alaga a terra firme!”

       “E abaixo da tapagem?”

       “Ora, o igarapé seca!” 

       “Pois é. O Xingu abaixo da barragem vai baixar de nível e os igarapés e afluentes também. Há trechos em que o Amazonas vai entrar no leito do Xingu e nossos peixes que não se dão com a água barrenta do Amazonas vão morrer.”
       Por um bom tempo o povo ficou apenas me olhando e não me fez mais nenhuma pergunta. Também a conversa já passou da hora. Já é hora de almoço.
       A celebração eucarística está programada para as 14 horas. A liturgia está preparada, os cantos escolhidos e as leituras ensaiadas. “Vai ter crisma” avisa-me uma catequista “e a turma precisa ainda se confessar com o bispo”. Nada de vexame! Aqui ninguém é escravo do relógio. Terminada a confissão, outra catequista me informa: “As meninas precisam ainda se empiriquitar”. Já são lindas por natureza, de traços indígenas ou ascendência negra, mas querem realçar ainda mais sua beleza. Há também senhoras entre as crismandas, com crianças pequenas. Uma me pergunta se pode, mesmo gestante, crismar-se. “Sem dúvida, querida! O Espírito Santo descerá sobre você e a criança debaixo de seu coração!” Apresento os crismandos a toda a comunidade chamando cada um(a) por seu nome: “Senhor, aqui estou!” é a resposta às vezes bem forte, outras vezes um pouco tímida, acanhada.   Depois de dois anos de preparação para o sacramento, sabem que a resposta que recorda o que o Profeta Isaias falou quando Deus o chamou: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8) significa o compromisso publicamente assumido com a comunidade. No rito da imposição das mãos convido também catequistas e dirigentes para realizar comigo este gesto que remonta ao tempo dos apóstolos quando enviaram discípulos para anunciar e testemunhar o Evangelho (cf. At 13,1-4). Durante a unção com o santo crisma a madrinha ou o padrinho coloca “a mão com que assina o nome” no ombro da afilhada ou do afilhado selando com este gesto uma aliança: “Você pode contar comigo, não apenas hoje, mas pelo resto da vida!”. Estou convicto de que muitos padrinhos e madrinhas realmente assumem um compromisso sério e não estão aí como personagens mudas que entram em cena só para figurar. Dou-me conta disso especialmente quando, depois da unção, a crismada ou o crismado pede a bênção de sua madrinha, de seu padrinho. É um momento comovedor. Graças a Deus, o nosso povo não tem vergonha de mostrar suas emoções.
       O mais lindo nestas viagens, além do encontro com esse povo bom e simples, é conviver tão de perto com a criação de Deus. Doze dias se foram, desde que partimos de Altamira. A última noite da viagem passamos ancorados na boca do Rio Maxipanã, afluente do Xingu abaixo de Souzel. Chegamos ao entardecer. Cedo atei a minha rede. Noite calma e tranquila, sem carapanã. Acostumei-me a acordar antes do sol raiar e assim desfruto sempre do privilégio de ver o dia nascer.
       Como é sublime essa hora matutina. As estrelas deixam de cintilar. As trevas se dissipam. O céu no oriente começa a alvorecer, mas a escuridão ainda predomina. A rubra claridade da aurora enfrenta as trevas. De minuto em minuto a cor purpúrea é mais suavizada com tonalidades acajus e alaranjadas.
       O rio ainda dorme. Exala uma bruma esbranquiçada que cobre, como se fosse um véu, a várzea.
       Na terra-firme da outra margem guaribas já uivam seu louvor matinal ao Criador. Cada bando tem o seu “capelão”. É barbudo. Aqui o chamam de “gorgo”. Dizem que as fêmeas permanecem em piedoso silêncio enquanto os gorgos bradam seu salmo milenar. De repente param, como se Deus tivesse lhes passado uma ordem. Silêncio.
       Agora se ouve melhor o canto dos pássaros com suas melódicas modulações, umas mais graves e fortes, outras mais contidas e suaves. Chilreiam suas cantigas, também milenares. Um é apelidado de “peito de aço” porque seu assobio é tão forte que assusta a quem estiver por perto. Ouve-se o arrulho esperançoso das rolinhas. Pombinhas selvagens gorjeiam animadas sua saudação ao novo dia. Lá longe uma voz solitária e monótona de uma ave que não sei identificar. Sua cantiga parece com o cuco, aquele pássaro dos Alpes que canta só na primavera. Falam mal dele. Dizem que bota seus ovos em ninho alheio para outra mãe chocar. Não assume a responsabilidade por seus filhotes. Em vez de ficar preso ao ninho, imóvel em cima de ovos, prefere curtir uma vida de vagabundo e voar desimpedido para cantar aqui e acolá.
       O sol já alcançou altura, mas ainda é um disco pálido por trás da neblina. Cada vez mais impõe o seu fulgor. Enquanto o primeiro raio não rasgar a cortina, pode-se vê-lo a olho nu. A bruma rapidamente se desvanece e o rio, a selva e os campos à sua margem, respiram o ar límpido de uma manhã ensolarada. O Maxipanã revela agora sua cor clara, contrastando com o verde-esmeralda do Xingu e a floresta ostenta sua fascinante exuberância nas múltiplas matizes de seu verdor.
       Que maravilha! “Os céus narram a glória de Deus, e o firmamento proclama a obra de suas mãos. O dia transmite a mensagem a outro dia, e a noite conta a notícia a outra noite” (Sl 18,2-3).
Pena que os homens não se deixam mais encantar pela obra de Deus. Vedaram seus olhos e taparam o ouvido. Não enxergam mais as flores, nem ouvem mais o canto dos passarinhos. O sol e lua não nascem, nem se deitam mais! É a rotação do planeta Terra, pronto! Contemplar a natureza é perder tempo e dinheiro. Tudo é matéria prima para fazer negócios. Tudo vira mercadoria a ser explorada, ser comprada e vendida, exportada e consumida! Por isso os homens derrubam e queimam a floresta, represam e sacrificam os rios, assassinam os animais da mata, envenenam as plantas e os pássaros.
       Os homens perderam o coração. Tornaram-se insensíveis, brutos, cruéis. Decidiram matar a vida.

Boca do Rio Maxipanã, São Pedro, março de 2012
                                                                                                    Dom Erwin Kräutler
                                                                                                        Bispo do Xingu

Sacramento do Matrimônio

Sacramento do matrimônio A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole.
I. O matrimonio no desígnio de Deus A sagrada escritura abre-se com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus e fecha-se com a visão das núpcias do Cordeiro.
• O matrimonio na ordem da criação Esse amor abençoado por Deus é destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum de preservação da criação: Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Que o homem e a mulher tenham sido criados um para o outro, a sagrada escritura o afirma: Não é bom que o homem esteja só. A mulher, carne de sua carne, isto é, igual a ele, bem próximo dele, lhe foi dada por Deus como um auxílio, representando, assim, Deus, em quem está o nosso socorro. Por isso um homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne.
• O Casamento Sob o Regime do Pecado Segundo a fé, essa desordem que dolorosamente constatamos não vem da natureza do homem e da mulher, nem da natureza de suas relações, mas do pecado. Tendo sido uma ruptura com deus, o primeiro pecado tem, como primeira conseqüência, a ruptura da comunhão original do homem e da mulher.
• O Casamento Sob a Pedagogia da Lei A consciência moral concernente à unidade e à indissolubilidade do matrimônio desenvolveu-se sob a pedagogia da lei antiga. A poligamia dos patriarcas e dos reis ainda não foram explicitamente rejeitada. Entretanto, a lei de Moisés visava proteger a mulher contra o arbítrio da dominação pelo homem, apesar de também trazer, segundo a palavra do senhor, os traços da dureza no coração do homem, em razão da qual Moisés permitiu o repudio da mulher.
• O Casamento no Senhor O filho de Deus, encarnando-se e entregando sua vida, uniu-se de certa maneira com toda a humanidade salva por ele, preparando, assim, as núpcias do cordeiro. Jesus opera seu primeiro sinal a pedido de sua mãe, por ocasião de uma festa de casamento. A igreja atribui grande importância à presença de Jesus nas núpcias de Cana. Vê nela a confirmação de que o casamento é uma realidade boa e o anúncio de que, daí em diante, será ele um sinal eficaz da presença de Cristo. ‘’O que Deus uniu, o homem não deve separa’’ (Mt 19,6) É seguindo a cristo, renunciando a si mesmo e tomando cada um sua cruz que os esposos poderão compreender o sentido original do casamento e vive-lo com a ajuda de Cristo. Esta graça do matrimonio cristão é um fruto da cruz de cristo, fonte de toda vida cristã. É justamente o que o apostolo Paulo quer fazer entender quando diz: ‘’E vós, maridos, amai vossas mulheres, como cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la’’.
• A Virgindade por Causa do Reino Cristo é o centro de toda a vida cristã. O vínculo com ele está em primeiro lugar, na frente de todos os outros vínculos, familiares ou sociais. O sacramento do matrimonio e a virgindade pelo reino de Deus, provem do próprio senhor. É ele que lhes da sentido e concede a graça indispensável para vivê-los em conformidade com sua vontade. A estima da virgindade por causa do reino e o sentimento do cristão do casamento são inseparáveis e se ajudam mutuamente.
I. A celebração do matrimonio No rito latino, a celebração do Matrimônio entre dois fiéis católicos normalmente ocorre dentro da santa missa, em vista do vínculo de todos os sacramentos com o mistério pascal de Cristo. Na eucaristia se realiza o memorial da nova aliança, na qual Cristo se uni para sempre à Igreja, sua esposa bem-amada, pela qual se entregou. Como gesto sacramental de santificação, a celebração litúrgica do matrimônio, deve ser valida por si mesma, digna e frutuosa. Convém, pois, que os futuros esposos se disponham à celebração de seu casamento recebendo o sacramento da penitência.
 II. O Consentimento Matrimonial A igreja considera a troca de consentimento entre os esposos como elemento indispensável que produz o matrimônio. Se faltar consentimento na há casamento. ‘‘Eu te recebo por minha mulher’’ – ‘‘Eu te recebo por meu marido’’. Este consentimento que liga os esposos entre si encontra seu cumprimento no fato de os dois se tornarem uma só carne. O consentimento dever se um ato da vontade de cada um dos contraentes, livre de violência ou de um medo grave externo. Se faltar essa liberdade, o casamento será invalido. O sacerdote (ou diácono) que assiste a celebração do matrimônio acolhe o consentimento dos esposos em nome da igreja e dá a benção da Igreja. A presença do ministro da Igreja exprime visivelmente que o casamento é uma realidade eclesial.
• Os Casamentos Mistos e a Disparidade de Culto A diferença de confissões entre os cônjuges não constitui obstáculos insuperáveis para o casamento, desde que consigam pôr em comum o que cada um deles recebeu em sua comunidade e aprender um do outro o modo de viver sua fidelidade a Cristo. Os esposos correm o risco de sentir o drama da desunião dos cristãos no seio do próprio lar. As divergências concernentes à fé, à própria concepção do casamento, como também mentalidades religiosas diferentes, podem constituir uma fonte de tensões no casamento, principalmente no que tange a educação dos filhos. Uma tentação pode então apresentar–se: a diferença religiosa. Conforme o direito em vigor a igreja latina, um casamento misto exige, para sua liceidade, a permissão expressa da autoridade eclesiástica. Esta permissão ou esta dispensa supõem que as duas partes conheçam e não excluam os fins e as propriedades essenciais do casamento, e também que a parte católica confirme o empenho, com o conhecimento também da parte não-católica, de conservar a própria fé e assegurar o batismo e a educação dos filhos na Igreja católica.

III. Os efeitos do sacramento do Matrimonio

• O vinculo matrimonial O consentimento pelo qual os esposos se entregam e se acolhem mutualmente é selado pelo próprio Deus. O vinculo matrimonial é, pois, estabelecido pelo próprio Deus, de modo que o casamento realizado e consumado entre dois batizados jamais pode ser dissolvido.
• A graça do sacramento do Matrimônio Esta graça própria do sacramento do matrimônio se destina a aperfeiçoar o amor dos cônjuges, a fortificar sua unidade indissolúvel. Por esta graça eles se ajudam mutuamente a santificar-se na vida conjugal, como também na aceitação e educação dos filhos. Deus permanece com eles, concede-lhes a força de segui-lo levando sua cruz e de levantar depois da queda, perdoar-se mutuamente, carregar o fardo uns dos outros, submeter-se uns aos outros no temor de Cristo.

 IV. Os bens e as exigências do amor conjugal

• A unidade e a indissolubilidade do Matrimônio Já não são dois, mas uma só carne (Mt 19,6). Eles são chamados a crescer continuamente nesta comunhão por meio da fidelidade cotidiana à promessa matrimonial do dom total reciproco. É aprofundada pela vida da fé comum e pela eucaristia recebida pelos dois.
• A fidelidade do amor conjugal Todo aquele que repudiar sua mulher e desposar outra comete adultério a primeira; e se essa repudiar seu marido e desposar outro comete adultério (Mc 10,11-12). Portanto, não pode ter acesso à comunhão eucarística enquanto perdurar essa situação. A respeito dos cristãos que vivem nesta situação e geralmente conservam a fé e desejam educar cristãmente seus filhos, os sacerdotes e toda a comunidade devem dar prova de uma solicitude atenta, afim de não se considerarem separados da Igreja, pois, como batizados podem e devem participar da vida da Igreja.
• A abertura a fecundidade ‘‘Crescei e multiplicai-vos ’’(Gn 1,28) A fecundidade do amor conjugal se estende aos frutos da vida moral, espiritual e sobrenatural que os pais transmitem a seus filhos pela educação. Neste sentido, a tarefa da fundamental do matrimônio e da família é estar a serviço da vida.

V. A igreja doméstica Cristo quis nascer e crescer no seio da sagrada família de José e Maria. É no seio da família que os pais são para os filhos, pela palavra e pelo exemplo, os primeiros mestres da fé. E favorecem a vocação própria a cada qual, especialmente a vocação sagrada. É na família que o pai exerce de modo privilegiado o sacerdócio batismal do pai de família, da mãe, dos filhos de todos os membros da família, na recepção dos sacramentos, na oração e ação de graças, no testemunho de uma vida santa, na abnegação e na caridade ativa. É aí que se aprende a resistência à fadiga e a alegria do trabalho, o amor fraterno, o perdão generoso e, sobretudo, o culto divino pela oração e oferenda de sua vida. A todas elas é preciso abrir as portas dos lares, ‘‘Igrejas domesticas’’, e da grande família que é a igreja. Ninguém esta privado da família neste mundo: a Igreja é casa e família para todos, especialmente para quantos estão cansados e oprimidos. Referencia: Catecismo da Igreja Católica
(Ernesto)